Está em fase adiantada a construção da unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Parque Andrea, em Boa Esperança, segundo distrito do município. O Projeto do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), conta com a parceria da Prefeitura Municipal e segue o padrão da Norma Operacional Básica/Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS).

A nova sede, que está sendo erguida em terreno próprio e contará com acesso coberto, recepção, sala de atendimento familiar, sala multiuso, sala da coordenação, sala da administração, almoxarifado, copa, área de serviço coberta, quatro banheiros e varanda, atenderá o Centro de Boa Esperança e os bairros de Parque Andrea, Nova Cidade, Bambu, Chavão, Palmital, Prainha, Mineiros, Vertentes, Jacundá e Rio Mole.

Segundo a secretária de Promoção Social, Rosemary Cerqueira, as localidades já são atendidas pela outra unidade do CRAS do Parque Andrea, que funciona em imóvel alugado. Porém a construção em um terreno próprio só trará benefícios para a população.

– Uma unidade alugada dificilmente atende aos padrões estabelecidos pelo MDS, o que dificulta o atendimento. Além disso, há de se destacar a redução de custos que a implantação da nova sede trará para os cofres públicos – acrescentou.

Além do Parque Andrea, o município também conta hoje com unidades do CRAS no Centro e em Basílio, terceiro distrito de Rio Bonito, que juntas possuem 4.726 famílias cadastradas e 375 acompanhadas, em 33 bairros. Por meio do Programa de Atenção Integral à Família (Paif), os Centros de Referência buscam fortalecer a função de proteção dos grupos familiares em situação de vulnerabilidade social, prevenindo a ruptura de laços, promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

De acordo com a coordenadora do CRAS do Parque Andrea, a assistente social Débora Estrela, os usuários chegam às unidades através de encaminhamentos de outras redes do município, como Saúde, Educação e Prevenção à Dependência Química, do Conselho Tutelar, Ministério Público, de busca ativa na área de abrangência do Centro de Referência, realizada por uma equipe composta por dois assistentes sociais e um psicólogo e por vontade própria.

– Grande parte dos usuários também é beneficiária do programa Bolsa Família, já que o acompanhamento do CRAS é uma das condicionalidades a serem atendidas para se obter o benefício. Trata-se de um trabalho interdisciplinar e sistematizado – explicou.

– A partir do momento que conhecemos a realidade de cada família, procuramos garantir o cumprimento de seus direitos, como acesso à saúde, educação e moradia e a retirada de documentos – destacou a coordenadora.

A realização de oficinas, como as de Cabeleireiro, Manicure, Pintura em Tecido, Artesanato, Artesanato de Fita, Balet, Jiu Jitsu e Música é outro ponto de destaque no trabalho de fortalecimento vínculos familiares e comunitários desenvolvido pelo CRAS, que também inclui rodas de conversa, grupos de grávidas, festas, entre outros.

– As oficinas são uma forma de atrair e manter as famílias nos Centros de Referência. Durante as aulas, os instrutores não estão apenas ensinando um ofício, mas também analisando o perfil de cada aluno, o que colabora muito para o trabalho em grupo desenvolvido por nossa equipe – ressaltou Rosemary Cerqueira.

A família da dona de casa Lúcia da Silva, moradora do Parque Andrea e beneficiária do Bolsa Família, é acompanhada pela unidade de seu bairro há aproximadamente 12 anos. Segundo ela, o trabalho do CRAS só trouxe benefícios para seu lar.

– Já fui aluna das oficinas de Culinária, Pintura, Artesanato, entre outras. Graças ao trabalho da equipe que atende em nosso bairro, minha filha desenvolveu interesse pela música, e hoje toca teclado, enquanto meu filho se tornou mais participativo e disciplinado na escola – frisou.

Por Rodrigo Stutz

 

 

 

 

 

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