A prefeita, Solange Almeida, e o prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, convocaram, nesta segunda-feira (17), em reunião realizada na Câmara Municipal, a população do município para o ato contra a paralisação das obras da refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que acontecerá na próxima segunda (24), às 14h, no Centro do Rio.

Promovido pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), que é composto pelos municípios diretamente afetados pelo Comperj, o ato “Juntos pelo Comperj – Refinaria Já” é uma iniciativa em defesa do estado do Rio.

De acordo com Helil, que também é o presidente do Conleste, não somente estado, mas todo o país está sendo afetado pela paralisação das obras, que gerou perda de receita e aumento de desemprego.

– Inicialmente o Comperj contava com aproximadamente 32 mil trabalhadores e hoje conta com cerca de quatro mil. Itaboraí arrecadava 25 milhões de receita de ISS e hoje arrecada apenas sete milhões. O estado do Rio está deixando de receber 296 milhões de ICMS, Por isso afirmo que este é o momento de darmos as mãos e lutarmos, pelo menos, pela volta das obras da refinaria, que já estão 82% concluídas. Iremos apresentar uma proposta der um grupo coreano que quer dar continuidade à construção – destacou.

Segundo Solange, eleita recentemente vice-presidente do Conleste, os municípios foram pegos de surpresa com a notícia de que a refinaria, que antes seria um complexo petroquímico, se transformaria apenas em um depósito de gás.

– Essas mudanças afetam a economia de todo o país. Por isso, hoje convoco a população riobonitense a abraçar essa causa, que interfere diretamente na vida de todos. Na próxima segunda iremos lutar por nossos direitos e mostra a nossa presidente do país que existe solução para o Comperj – concluiu.

Ao todo, foram mais de 28 bilhões de reais investidos na construção do Complexo Petroquímico. O funcionamento da refinaria irá garantir o repasse mensal de aproximadamente 296 milhões de reais para o estado.

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