A secretaria de Saúde de Rio Bonito realizou nesta sexta-feira (07) uma capacitação sobre prevenção, principais sintomas e tratamento da hanseníase, ministrada pelos coordenadores dos Programas de Saúde Bucal, Hanseníase e Vigilância Epidemiológica, no Centro Administrativo da prefeitura, na Praça Cruzeiro. O evento, que também contou com a participação do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), foi destinado a dentistas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem que atuam nas unidades de saúde do município.

O tema central do encontro foi a Hanseníase: o papel central do cirurgião dentista na detecção de novos casos, ministrada pela cirurgiã dentista da Atenção Básica do município, Sabrina Abreu, e pelo médico do Programa de Hanseníase da prefeitura de Rio Bonito, Geraldo José Moreira.  Eles apresentaram os aspectos clínicos da doença, como é transmitida, como é feito o diagnóstico, formas de tratamento, além de debaterem o que os dentistas têm a ver com a doença.

A ideia do evento é desconstruir conceitos praticados, muitas vezes, pelos profissionais da saúde, o que resulta em divulgação de mitos sobre a doença, incentivando o preconceito, e fazendo com que os pacientes não procurem o tratamento por causa da desinformação. Integrantes do Morhan apresentaram dados que mostram o quanto os profissionais precisam entender melhor à hanseníase. Questões simples como o acesso ao tratamento, e formas de prevenção, muitas vezes passam despercebidas.

Hanseníase tem cura – A hanseníase é uma doença crônica infecciosa que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, a mucosa do trato respiratório superior e os olhos. Pode causar incapacidades e deformidades físicas. A transmissão da bactéria Mycobacterium Leprae se dá por meio das vias aéreas superiores. A enfermidade tem cura e o tratamento em estágio inicial evita deficiências. A informação ainda é a melhor arma contra a doença. Aos primeiros sinais (manchas pelo corpo com ausência de sensibilidade), a pessoa deve procurar uma unidade de saúde mais próxima o quanto antes, pois quanto mais rápido for detectada, mais fácil será o tratamento.

O Brasil vem se mantendo em segundo lugar mundial no número de casos novos de hanseníase diagnosticados anualmente, sendo superado apenas pela Índia.  O Programa de Hanseníase em Rio Bonito funciona de segunda a quinta-feira, das 8 às 12 horas, no Ambulatório Municipal Manoel Loyola Junior, na Mangueirinha. O tratamento é gratuito e dura, em média, seis meses.

O evento também contou com a participação da subsecretária de Saúde, Ana Célia D´Ávila, da coordenadora do Programa de Hanseníase, Teresinha Vieira, da coordenadora do Programa de Saúde Bucal, Letícia Nunes, além da Coordenadora do Programa ESF/NASF, Jamile Alves, entre outros.

Texto: Denilson Santos
Fotos: Galileu

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