O transcorrer habitual das aulas de Educação Física não parece tranquilo quando o professor defronta-se com alunos com deficiência, principalmente no ensino regular. Para identificar as dificuldades encontradas por professores de Educação Física para incluir alunos com deficiência e sugerir ações e conteúdos a partir dessas dificuldades, a secretaria de Educação realizou uma formação continuada realizada nesta segunda-feira (11), no auditório do Centro Administrativo da prefeitura.

O evento, que contou com aulas teóricas e práticas, também reuniu auxiliares de educação especial, orientadores pedagógicos e professores que atuam nas salas de recursos. O evento teve como temas “A importância do esporte adaptado para inserção de pessoas com deficiência nas aulas de educação física e a prática do esporte adaptado para a inserção de pessoas com deficiências”

A aula prática foi a primeira atividade que os profissionais encararam na abertura do evento. Cada um do grupo experimentou uma determinada deficiência física. Enquanto uns utilizaram vendas para simular a deficiência visual, outros, também de vendas nos olhos, participaram de uma partida de vôlei sentado. Algumas atividades que podem ser usadas nas aulas, como jogos e brincadeiras lúdicas, também foram apresentadas aos participantes.

“Todos os profissionais envolvidos trocaram de grupo para diversificar as experiências. A ideia foi fazê-los perceber e sentir as dificuldades vivenciadas cotidianamente pelas pessoas com deficiência”, explica o secretário de Esporte e Lazer, Thiago Lima Vieira, que, ao lado do professor de educação física Alexandre Carvalho de Medeiros, comandou as aulas práticas.

A inclusão da pessoa com deficiência passa, necessariamente, pelo acesso a atividades de esportes e de lazer, no processo de reabilitação, na escola e no dia-a-dia de cada cidadão. O tema abordado na palestra ministrada pelo professor Alexandre Carvalho, foi baseado na sua experiência adquirida na área esportiva, como diretor da Associação Brasileira de Desportos para Amputado (ABDA) e como técnico da seleção Brasileira Feminina de Voleibol Sentado entre 2003 e 2010.

“Não adianta querer transformá-los em iguais segundo padrões pré-estabelecidos. Os direitos, oportunidades e as relações é que devem ser iguais”, afirmou o professor.

O professor Alexandre Carvalho também falou de vários casos de sucesso de atletas que superaram as dificuldades impostas pela condição física e o preconceito da sociedade.

“O esporte tem comprovada importância na qualidade de vida de qualquer pessoa e, sem dúvida, é muito mais importante ainda para as pessoas com deficiência. Ao fazermos essa afirmação estamos nos baseando não apenas no que a atividade esportiva pode contribuir para o desenvolvimento físico de todas as pessoas, mas principalmente na sua possibilidade como poderosa ferramenta de ajuda na reabilitação e inclusão das pessoas com deficiências junto à sociedade. Mais que tudo, o esporte lhes propicia independência”, garante o professor.

Formação Continua – A Coordenadora do Departamento de Programas e Projetos da Secretaria de Educação, Mônica Magrini, pretende ampliar essa formação para outros profissionais da educação.

“A nossa proposta é que todos os profissionais da educação participem dessas formações. O nosso objetivo que cada vez mais o professor incentive a prática de atividades esportivas por alunos com deficiência nas escolas, visando estimular suas potencialidades e possibilidades, em prol de seu bem-estar físico e psicológico”, explica Mônica Magrini.

Texto: Denilson Santos
Fotos: Galileu e Rogério Rodrigues

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *