Uma boa notícia para os alunos que se matricularam nos cursos de Educação Inclusiva da secretaria de Educação e tiveram que parar as atividades por conta mediante a Pandemia do COVID-19. Os profissionais do Departamento de Educação Inclusiva, juntamente com a equipe do Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) Neyde Nayde Mansur, criaram uma plataforma restrita para cada curso nas redes sociais e utilizam alguns aplicativos de bate-papos online para que professores e alunos pratiquem e partilhem os conteúdos dos vários cursos disponibilizados pela secretaria de Educação, através do Departamento de Educação Inclusiva.

São mais de 350 pessoas que se inscreveram nos cursos Deficiência Intelectual (DI), Atendimento Educacional Especializado (AEE), Transtorno do Espectro Autista (TEA), Libras (4 módulos) e Conversação em LIBRAS, realizado pela primeira vez na rede municipal. Os cursos são voltados, principalmente, para professores regentes, professores de atendimento educacional especializado (sala de recursos), auxiliar de educação especial e alunos do Ensino Médio do Curso Normal (3º Ano). As aulas presenciais, que foram paralisadas por conta da obrigatoriedade do isolamento social, são ministradas no Colégio Municipal Maurício Kopke, no centro, de segunda a quinta-feira, das 18h30 às 21 horas.



“Nós tivemos apenas duas aulas. Desde que iniciou o isolamento social não tivemos mais contato com os alunos. Como temos cursos de LIBRAS, AEE, TEA, os alunos ficaram sem saber quando irão voltar as aulas. Por isso resolvemos iniciar os nossos “bate-papos online” pra que os nossos cursistas não ficassem sem praticar e partilhar seu aprendizado. Então, uma vez por semana fazemos esses encontros no dia e horário escolhidos pelos alunos”, explica a Coordenadora do Departamento de Educação Inclusiva, Simone Alves.

Os professores dos cursos também estão fazendo um trabalho de divulgação desse espaço para que esse trabalho possa chegar aos alunos que, de alguma forma, não conseguirem comparecer ou acessar as “lives” que estão acontecendo como suporte do trabalho e não fiquem sem essas informações.


“Criamos esse espaço para praticar. Não damos a matéria do curso, pois muitos alunos não têm acesso a internet. Estamos praticando não apenas sinal de libras, mas também de autismo, sinais novos do covid-19, entre outros. Esse trabalho na internet está muito interessante, porque podemos interagir e participar mais com os estudantes. Criei uma pasta privada para eles postarem vídeos, partilharem experiências e histórias a partir do isolamento social”, afirma a Coordenadora dos cursos da secretaria de Educação, Edllane Flores.

A plataforma também conta com o trabalho das professora do TEA, Rosângela Martinati, a professora de conversação em Libras, Fernanda Crozoé, além da diretora do CAEE, Andréa Vial e os professores de Libras, Tarcísio Torres, Rosana Corrêa e Maria Odete Serra.

Texto: Denilson Santos


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