Durante este período de pandemia, alguns serviços foram interrompidos, já outros, continuam funcionando com um formato diferente de atendimento, como é o caso da Sala de Amamentação, que funciona no Centro Pediátrico Municipal Dr. Almir Branco, no Centro. As orientações para as mães estão sendo dadas através do WhatApp desde abril. Dúvidas como a pega correta, sobre o momento que o peito está cheio de leite, mitos sobre a amamentação e outras orientações estão sendo dadas através de mensagens e até vídeos que as mães mandam para as profissionais da Sala de Amamentação – Posto de Coleta de Leite Humano Mães de Rio Bonito. Para entrar em contato com a Sala de Amamentação, com o Posto de Coleta, ou ainda o Centro Pediátrico, basta ligar para o número 2734-1539.

Segundo a coordenadora da Sala de Amamentação, Ana Cláudia Rios, o sucesso do atendimento através do WhatsApp, foi uma surpresa até mesmo para a equipe. “Hoje estamos fazendo mais atendimentos e dando mais continuidade a eles, pois ficamos mais em contato com elas. Além disso, também começamos a ter demandas que não tínhamos antes. O que estamos fazendo não substitui o atendimento presencial, mas para não ficarem desassistidas, montamos essa estratégia que deu certo, ficamos surpresas”. Avaliou Ana Claudia.

Antes da pandemia, as mães eram convidadas a tirarem suas dúvidas na sala após imunizarem seus filhos, mas agora, após o período de quarentena, depois das vacinas, a coordenadora do Centro Pediátrico, Jane Lima avisa às mães que as profissionais da Sala de Amamentação entrarão em contato através do WhatsApp, e desde então, a iniciativa vem dando certo. De acordo com Ana Claudia, “nos casos mais complexos, em que acompanho pelo celular, marco visita a sala para atendimento com todos os cuidados e EPI’s. Foram poucos, em geral, a parceria com os ESF’s (as profissionais dos EFS’s acompanham os casos encaminhados pela sala de amamentação), resolveram as demandas”, explicou Ana Claudia.

Para Jane, o trabalho da Sala de Amamentação é importante para estreitar os laços com as mães. “Esse trabalho é de extrema importância para estreitar os laços. Com o trabalho de incentivo a amamentação, as profissionais acabam dando conta de problemas por trás do aleitamento. No início da pandemia, vimos que esse serviço não poderia parar, elas (as mães) não poderiam ficar desassistidas, claro que o atendimento presencial é muito importante, mas  acabamos criando essa estratégia que acabou dando certo”, disse Jane

Posto de Coleta

Além de ser um ambiente para orientação sobre a amamentação, a sala também é um posto de coleta de leite. Todo o leite doado é encaminhado ao Banco de Leite do Hospital Antônio Pedro, em Niterói, referência sobre o assunto na região. A técnica de enfermagem Aline Menezes, que também faz parte da equipe da sala, ressalta que a mãe que possui o perfil para doar, é aquela que tem uma produção excedente, ou seja, o bebê fica satisfeito, mas mesmo assim ela fica com a mama endurecida e dolorida por causa do excesso de leite. E ainda desmistifica uma questão muito conhecida, dizendo que “quanto mais a mãe doa, mais produz leite”.

Mas para que as mães consigam doar, o posto de coleta necessita, com frequência, de frascos de vidro. A equipe orienta que quem puder doar, pode levar ao Posto Almir Branco, frascos de vidro com tampa plástica, como por exemplo, frascos de café solúvel, de no mínimo 100 ml.

 

Texto: Lívia Louzada

Foto: Luis Osvaldo Junior

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