Devido ao trabalho de prevenção da dengue, realizado pela Prefeitura Municipal, a cada dois meses, em todos os bairros do município, em 2015 ainda não foi registrado nenhum caso da doença em Rio Bonito. A ação faz parte do Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCD), implementado pela Secretaria de Saúde, e consiste em visitas domiciliares, por meio das quais os focos de reprodução do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença, são identificados e tratados com larvicida (quando não é possível sua remoção). Durante a inspeção, também são recolhidas as larvas do inseto, que, após serem analisadas pela equipe do programa, são submetidas a exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No início do ano, a Secretaria de Saúde realizou o Levantamento de Índice Rápido (Lira) do município, método utilizado para a identificação do tipo de criadouro predominante nas residências, cujos focos estão contaminados. Após análise das larvas recolhidas, constatou-se a não necessidade da implementação de ações mais consistentes em Rio Bonito, como a circulação do carro fumacê, responsável pela liberação do inseticida utilizado para matar os mosquitos adultos.

Segundo o coordenador do PMCD, Vilcemar Araújo, mais conhecido como Mazinho, o inseticida liberado no ar pelo carro fumacê, ao contrário do que a maioria das pessoas tem conhecimento, só deve ser utilizado em casos de epidemia da doença. “Embora mate os mosquitos da dengue, o inseticida pode causar um desequilíbrio ambiental, pois também mata outros insetos, como abelhas e vagalumes, além de oferecer sérios riscos aos passarinhos, que podem ingerir água contaminada”, esclareceu o coordenador, antes de ressaltar a eficácia do trabalho de prevenção da doença, realizado pelo programa no município. “Todos os procedimentos adotados pelo PMCD são monitorados e orientados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e pela Fiocruz”, concluiu.

Em 2013, quando se iniciou a atual gestão, Rio Bonito passava por um surto de dengue, e apresentava, proporcionalmente, o maior índice de casos registrados da região Metropolitana 2. Graças ao trabalho realizado pela equipe da Secretaria de Saúde, em parceria com outras secretarias, como as de Educação, Obras e Desenvolvimento Urbano e Habitação, em 2014 pouquíssimos casos da doença foram registrados. A expectativa da prefeitura é de que nenhum caso seja registrado em 2015.

Por Rodrigo Stutz

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