Rio Bonito comemorou, nesta quinta-feira (7), seus 169 anos de emancipação política e administrativa. A prefeita Solange Almeida, os secretários municipais e alguns representantes do poder legislativo estiveram presentes na celebração, que foi marcada pelo hasteamento das bandeiras do Brasil, do estado do Rio de Janeiro e do município de Rio Bonito, além da execução dos hinos nacional e de Rio Bonito. O ato cívico aconteceu na Praça Fonseca Portela.

História do município

Conta a história que o “batismo” da localidade com nome de Rio Bonito se deveu ao fato de os primeiros colonizadores da região, os índios Tamoios, terem ficado impressionados com um belo riacho que atravessava região. Porém, as informações sobre o povoamento de Rio Bonito datam da segunda metade do século XVIII.

Em 1755, o sargento-mor Gregório Pereira Pinto, ou Gregório Pinto da Fonseca, um dos primeiros colonos da região, mandou construir em sua fazenda, posteriormente chamada “Bernarda”, uma capela em homenagem à Madre de Deus. O entorno do templo religioso não tardou a ser habitado. Em 1768, o pequeno povoado era elevado à categoria de Freguesia, sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Rio d’Ouro. Mais tarde, a sede da Freguesia foi transferida de local, passando a ser conhecida por Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito. Arruinado o templo, outro foi construído a cerca de uma légua do primeiro, mantido sob a proteção da mesma padroeira.

Após certo período de participação no ciclo de cana-de-açúcar, a economia local foi envolvida pela expansão do café, que passou a ocupar as melhores terras da região, tornando-se em pouco tempo uma de suas maiores fontes de riqueza. O progresso apresentado pela freguesia induziu o governo, em 1846, a criar o município de Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito.

A Vila de Nossa Senhora da Conceição de Rio Bonito, como era conhecido o município, fascinava a nobreza, hospedando marqueses, viscondes, condes e barões. O imperador D. Pedro II, encantado com a região, presenteou a cidade com um chafariz localizado na praça principal.
A autonomia administrativa e a escolha de Rio Bonito como terminal de um ramal da Companhia de Ferro-Carril Niteroiense fizeram da localidade o verdadeiro entreposto da produção e do comércio da região. O desenvolvimento da vila motivou sua elevação à categoria de cidade em 1890.

 

Após a abolição da escravatura, a cidade sofreu um baque e muitas fazendas de café e engenhos foram praticamente abandonados. Além disso, perdeu a condição de estação terminal da linha de trem. Rio Bonito tentou outros caminhos para sair da crise. A produção de lenha e de carvão vegetal, de bananas nas encostas de morros e de alguma aguardente e de produtos alimentícios manteve Rio Bonito como uma população rural expressiva, evitando o êxodo e o abandono do campo, ao contrário do que ocorreu com a maioria das cidades do interior neste século.

A partir da década de cinquenta, o novo ciclo da laranja na região contribuiu para o desenvolvimento da economia municipal. Além disso,o desenvolvimento da pecuária e da indústria de alimentos e doces, fez com que grandes indústrias se instalassem em seu território. Devido à topografia acidentada, foram ocupadas, inicialmente, as áreas planas existentes entre a BR-101 e a Serra do Sambê. As áreas urbanizadas e com maior adensamento estendem-se, principalmente, ao longo e nas adjacências do Rio Bonito e na Estrada de Ferro Leopoldina, com ocupação de encostas na região noroeste da cidade.

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